Luiz Vasconcelos
Júlio Mendes, presidente da Coopermo, mostra como ficarão os coletivos, já nessa segunda-feira, totalmente livres das catracas, necessárias para receber o PassaFácil
Os presidentes de cooperativas que operam o sistema de transporte alternativo de Manaus prometem cumprir hoje a promessa de retirar os braços das catracas dos micro-ônibus que transportam, aproximadamente, 150 mil pessoas diariamente, impedindo-as de utilizar o PassaFácil. A medida será tomada após sucessivos avisos feitos ao Sindicato das Empresas de Transporte Rodoviário do Amazonas (Sinetram).
Há exatos três meses, as cooperativas, que são autorizadas a circular apenas na Zona Leste, não recebem os repasses equivalentes ao quantitativo de passagens pagas por meio da bilhetagem eletrônica.
“Vamos pedir desculpas aos nossos usuários, mas a partir de amanhã não teremos mais como receber o PassaFácil”, afirmou, ontem, o presidente da Cooperativa dos Permissionários do Transporte Alternativo (Coopermo), Júlio Mendes. Segundo ele, o valor recebido do Sinetram representa 70% da arrecadação das cooperativas. Sem as catracas, o acesso ao ônibus só será feito mediante pagamento da passagem em dinheiro. “O pagamento do Sinetram era distribuído entre as entidades e depositado semanalmente, o que não acontece há exatos 90 dias e não temos mais como abastecer os carros nem honrar os nossos compromissos”, garantiu Júlio.
O Sinetram, que alega o bloqueio das contas do sindicato como justificativa para a falta de pagamento, identificou diversas irregularidades no sistema. Foram descobertos casos de veículos que registravam até 10 mil créditos de passagens que eram pagos sem que fosse feito o transporte do passageiro. O decreto municipal limitou de 700 o número de vales-transportes semanais por veículo, na tentativa de conter a fraude. Júlio Mendes defende que o limite poderia ser de 1,2 mil vales-transportes, ao invés de 700. “A medida vai acabar prejudicando o usuário”, explica o presidente da Coopermo.
Lucro
Apesar do raio de atuação limitado, o sistema de transporte alternativo tem um papel fundamental para a mobilidade da população que reside na Zona Leste. Apesar de serem proibidos de circular em outras áreas, é comum encontrar micro-ônibus arriscando o transporte de passageiros em dias e horários alternativos, como finais de semana à noite. “Deixarmos de circular pode até parecer lucrativo para os ônibus convencionais, mas vamos deixar a ver navios um contingente enorme de pessoas que usam frequentemente os alternativos porque falta ônibus”, afirmou Júlio Mendes.
Leste e Norte
Os ônibus de transporte alternativo só podem operar nas zonas Leste e Norte obedecendo a determinados limites como é o caso das bolas de São José e do Distrito Industrial. Já os veículos que operam o transporte executivo podem vir ao Centro da cidade sem maiores problemas.
acrítica
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