sábado, 8 de agosto de 2009

"SOLDADOS DA BORRACHA"


Darclei Barreto, 72, segura lamparina semelhante à usada pelo marido, Clóvis, nos tempos de “Soldado da Borracha”


Viúvas esperam reparação


Se a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que equipara os vencimentos de “Soldados da Borracha” e “Pracinhas” for aprovada, milhares de viúvas como Dalva Paiva, 71 (à esquerda), terão um alento esperado há décadas. Entretanto, para muitas famílias, o reconhecimento vai chegar tarde demais. Desde o final da 2ª Guerra Mundial, os “Soldados da Borracha” tiveram tratamento diferente do dedicado aos “Pracinhas”. Enquanto os últimos foram recebidos como heróis, os primeiros foram praticamente esquecidos nos seringais para onde milhares de nordestinos migraram convocados pelo presidente Getúlio Vargas. Hoje, os “Pracinhas” recebem R$ 5,3 mil, enquanto os “Soldados da Borracha”, apenas R$ 930.

Só conseguiram o direito à pensão em 1989 e, mesmo assim, o valor do benefício é irrisório comparado aos riscos que enfrentaram.
Dalva conheceu Severino em 1961, quase duas décadas depois do fim da 2ª Guerra. Ouviu histórias dos tempos de mata e aprendeu que a vida no seringal era arriscada. “Ele diz que era muito difícil. Enfrentava onça, índio, mosquito. Na época, tinha muito impaludismo (malária) e muita gente morreu”, diz a pensionista.

O relato de Dalva evidencia descaso do Governo Federal com os “Soldados da Borracha”. “Quando ele voltou do mato, ficou num alojamento, mas não tinha emprego. O Severino teve que procurar trabalho pra sair de lá. Virou motorista”, lembra. A vida de ex-combatente de Severino não teve glória. As dificuldades eram enormes, lembra Dalva. “A gente nunca teve luxo. As coisas eram difíceis e pioraram quando ele adoeceu”, disse.

Acostumada a “contas apertadas”, Dalva deixa os olhos brilharem quando começa a pensar em como teria sido sua vida se o valor da pensão que recebe fosse igual ao dos “Pracinhas”. “Ia ser muito diferente. A gente precisava de dinheiro pra remédio e não tinha. Hoje, eu ajudo na casa da minha filha e sempre tenho que pedir dinheiro emprestado aos vizinhos”, conta, com uma ponta de vergonha. Dalva olha com saudade algumas fotos do marido, e desabafa. “Ele lutou até morrer para ser reconhecido, mas não conseguiu”, lamenta. Severino morreu em 1996, de câncer de próstata.
Fonte:acrítica

Postado:prof.Sérgio

Um comentário:

wagner disse...

meu pai tem 90 anos de idade cortou seringa emplena guerra serviu tambem no 27 bc batalhão de caçadores em manaus amazonas pronto para embarcar para a guerra em l942 adoeceu de rubeola deu baixa e voutou por sorte a sena madureira para corta seringa novemente no esforço de guerra naceu em 15 de outubro de l9l9 em sena madureira e apos a guera veio para rio branco para criar os noves filhos fazendo em sua oficina o que a prendeu com o pai industrializando lamparinas baldes de coleta de leite e cabrita ferramenta usada para riscar a seringueira e lamina de corte hoje aos noventa anos espera anciosamente por dias melhores espero que este beneficio não venha tarde de mais hofe fraco sego de uma vista com proplemas de saude na prostata e vista não tem um atendimento serio e atencioso na rede publica eu como filho mais novo faço o que posso para ajudar mais vejo que a obrigação e do estado porque ele deu seu sangue a este pais e merece toda a tenção para que um dia venha fazer vale e descansa em paz. assina. wagner leitão de araujo filho mais novo.