sexta-feira, 19 de junho de 2009

Chega de mentiras e enganação!!!



Famílias vão às ruas pedir ajuda



População do Bariri interditou ontem uma rua para informar a sociedade sobre o drama que vem enfrentando


Moradores das comunidades Artur Bernardes, no bairro de São Jorge, Zona Oeste, e do Bariri, no bairro Presidente Vargas, Zona Centro-Sul, cujas casas foram afetadas pela cheia, promoveram manifestações na manhã de ontem, para exigir providências dos poderes públicos municipal e estadual. No São Jorge, as avenidas São Jorge e Constantino Nery, foram interditadas por mais de 30 minutos tanto no sentido Centro-bairro quanto no sentido bairro-Centro. A expectativa dos mais de 100 manifestantes era a de que representantes da prefeitura ou do Governo do Estado fossem até o local apresentar soluções aos comunitários.

Diante da ausência de possíveis negociadores, munidos de faixas e cartazes, os manifestantes seguiram em caminhada até o Palácio Rio Negro, Centro, na tentativa de ser recebidos pelo governador do Estado, Eduardo Braga. Entretanto, no local foram informados de que o governador estaria viajando, mas uma equipe de assistentes sociais deverá visitar a partir de hoje o local.

“Não adianta mais entregar R$ 300, doar madeira para maromba. O que tem que ser feito agora é retirar as famílias, cujas casas estão totalmente alagadas”, opina o vigilante Topaciguara Lobato, 38, morador da comunidade Artur Bernardes.

Barricada

No Bariri, os moradores interditaram parte da avenida Kako Caminha, no sentido bairro-Centro, com pedaços de paus além de atear fogo em alguns pneus. Viaturas da Rondas Ostensivas Cândido Mariano (Rocam) e Força Tática foram deslocadas até o local, para evitar tumultos. Entretanto, os ânimos se acalmaram com a chegada do secretário municipal de Defesa Civil (Semdec), coronel Ary Renato de Oliveira, que visitou boa parte da comunidade alagada.

Uma solução

“Queremos solução para os nossos problemas. A comunidade toda já está no fundo, as nossas casas não têm mais condições de abrigar as nossas famílias, que correm o risco de doenças, ataques de bichos e de cair na água poluída”, declara o vigilante Santiago Júnior, 23, um dos organizadores da manifestação. Tanto ele quanto os manifestantes da comunidade Artur Bernardes afirmaram que nem todas as famílias cadastradas para receber o cartão do programa “SOS Enchentes” - que dá direito a uma ajuda de custo de R$ 300 -, foram agraciados com o benefício.

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