quarta-feira, 24 de junho de 2009

OS BURACOS DO NEGÃO


GUARDANDO DINHEIRO PARA 2010


Manaus virou tábua de pirulito

O prefeito Amazonino Mendes precisa urgentemente entrar em acordo com o governador Eduardo Braga, seu ex-pupilo e provável feitor, para aliviar a buraqueira de Manaus. São seis meses de mandato e a buraqueira da cidade não pára de crescer. Os aspones do Negão já até fizeram propaganda de outdoor pela cidade dizendo que são o máximo. O máximo da picaretagem...

É bem verdade que a equipe de asfalto e buraqueira contratada pelo Estado não reúne credencial de credibilidade que a gravidade da situação requer. Basta ver a presepada que os tratores e operadores da buraqueira estadual andam aprontando e incomodando há seis meses na Estrada da Ponta Negra.

Neste fim de semana, com a placa de propaganda do governo Braga, a empresa deixou um trator sem sinalização adequada na pista de velocidade no final de uma curva, pondo em risco a integridade física de usuários e pedestres num sinal inequívoco de displicência e incompetência.



Cadê o tapa-buraco?

Numa operação de emergência, logo em início de mandato, foi fartamente anunciado a operação tapa-buraco como principal meta da administração municipal e, como sempre, a Zona Leste velha de guerra, foi escolhida como vedete e até que a Alameda Cosme Ferreira recebeu uma maquiagem, mas daquelas de pó de arroz, ao invés de blushs e compactos.



Por fora, bela viola

Mas, se por um lado, a Cosme Ferreira apresenta nova roupagem, ou melhor, um sobretudo ou trench coat, como queiram, a situação não é a mesma em outras partes da referida área. Na Avenida Penetração, já no conjunto Castanheiras, também foi feita uma maquiagem, mas que não está resistindo aos primeiros pesos de veículos, e olhe que por lá dificilmente passa uma carreta.



Por dentro, pão bolorento

Nas ruas 12 e 16, do Castanheiras, quando faz sol é o poeiral e quando chove é lama. O mais impressionante é que a rua 16 é o principal fator de ligação entre o conjunto e os demais núcleos populacionais, como Novo Reino, Grande Vitória, Nova Conquista e Nova Floresta. Um comerciante, pai do jornalista Orlando Farias, está para ter sua casa soterrada, pela poeira e pela lama.



Alagação veio à toda

Os 18 bairros alagados por conta das chuvas e da cheia do Rio Negro, serviram como válvula de escape para o Negão esquecer um pouco a buraqueira, já que socorrer as populações ribeirinhas é a prioridade, só que isto não está sendo feito. Os moradores do Bodozal do São Jorge já ‘fecharam’ a Avenida São Jorge três vezes, a última atingindo a Constantino Nery. As casas estão quase todas dentro d’água e as famílias continuam por lá. Enquanto isso, várias casas do Nova Cidade continuam criando teia de aranha.



Entretendo a população

A escolha de Manaus para uma das sedes da Copa do Mundo serviu um pouco para entreter a população, que como um ópio, esqueceu-se um pouco da crua realidade para sonhar outros sonhos. Só que a Copa ainda está longe e o Centro da cidade continua alagado. O Negão reza para que as águas parem; como se sabe, quando o Rio Negro para, começa a estiagem. O solão está aí, os cofres do Estado estão polpudos, não havendo mais necessidade de ninguém ficar comendo pelas beiras e trabalhar, afinal, foi para isso que foram eleitos.

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