
Eles só pensão na copa 2014, e o povo...
No abrigo tudo é coletivo e nunca é demais qualquer tipo de ajuda externa. Colchões, roupas e alimentação são bem-vindos
AmazonasPress
O rio Negro registrou, na manhã desta quinta-feira, a marca de 29,71 metros. Com este número, o rio alcançou o maior índice dos últimos 107 anos, desde que a atual série histórica começou a ser medida. Este valor é maior que todas as grandes cheias registradas anteriormente, que são a de 1953 (com 29,69 metros), 1976 (29,61 metros) e 1989 (29,42 metros) e representa, tecnicamente, a maior cheia que o Estado já teve em anos mais recentes.
Em todo o Amazonas, já são mais de R$ 380 milhões de prejuízos diversos, incluindo perdas na agricultura e na infraestrutura de 56 cidades afetadas. Mais de 378 mil pessoas foram diretamente prejudicadas pela cheia e pelo menos 11 mil delas foram removidas de suas casas.
Os governos Estadual e Federal já gastaram, juntos, mais de R$ 140 milhões no socorro às vítimas da cheia. Apesar do péssimo cenário, especialistas apontam que a cheia está em seu estágio final e o período da vazante deve começar nos próximos dias.
Desabrigados
Em Manaus, 140 famílias da Zona Sul de Manaus vivem, atualmente, em abrigos improvisados pela prefeitura para socorrer as pessoas que tiveram que abandonar suas casas por conta da enchente deste ano. Grande parte desta população é formada por pessoas que relutavam em sair de suas residências e as abandonaram somente nos últimos dias, quando a cheia atingiu uma marca recorde.
Divididas em três abrigos, dois deles situados na Betânia e um no São Raimundo, as famílias vêm sendo atendidas pela prefeitura e não têm ideia de quando voltam - e se vão voltar - para suas casas alagadas.
A dona de casa Denise Muniz de Oliveira, 30, chegou à Creche Maria Elízia, no São Raimundo, na última quarta. Ela morava no beco Sul-América com o marido e três filhos e contou que sua casa foi uma das primeiras a alagar, ainda no mês de maio. “Não queria sair de casa, mas não tive opção. A água está a um palmo do teto da minha casa. Nos últimos dias, só conseguíamos entrar em casa ficando de cócoras”, explicou Denise.
** O governo diz que já gastou mais de US$ 200 milhões nos igarapés de Manaus, dinheiro do Prosamim...
** O governo federal já mandou mais de R$ 100 milhões para o Estado e Prefeitura, e os moradores que tiveram as casas alagadas não tem para onde ir...
Nenhum comentário:
Postar um comentário