
Amazonenses brasileiros esquecidos pelo poder público
Águas expulsam moradores e ocupam casas.
As águas barrentas do rio Solimões inundaram toda a área de várzea do município de Iranduba, situado a 22 quilômetros de Manaus. Comunidades formadas, predominantemente, por produtores rurais como Jandira, do Limão, Costa do Iranduba e Ilha do Baixio - e que correspondem a aproximadamente 30% do município - estão totalmente submersas.
A enchente prejudica três mil famílias naquela cidade e faz com que pelo menos R$ 1,5 milhão deixe de circular nas mãos desses agricultores. A cheia recorde registrada esta semana inundou até mesmo o distrito do Cacau-Pirêra, que serve de porta de entrada para Iranduba, e costuma sofrer muito pouco com alagações. Ali, são 1,6 mil famílias desabrigadas por conta das águas.
A cheia não afetou o cotidiano na sede de Iranduba, mas fez muitos estragos na zona rural: além dos desabrigados do Cacau, outras 1,2 mil famílias, que moravam nas margens do Solimões, também tiveram que abandonar suas residências. Nas comunidades rurais do rio Negro, foram 200 desabrigadas, totalizando, aproximadamente, 15 mil pessoas sem casa e com perda de móveis e eletrodomésticos.
Plantações inteiras de melancia, feijão de metro, cheiro-verde e pepino, entre outras hortaliças, foram perdidas e esvaziaram o orçamento desses produtores rurais pelo menos até o fim do ano. Das 59 escolas estaduais e municipais existentes em Iranduba, 41 estão servindo de abrigo e tiveram as aulas suspensas nas últimas semanas. Nos locais mais críticos, são quatro metros de água além do nível normal.
A Ilha do Baixio, uma das comunidades rurais mais antigas e tradicionais de Iranduba, anterior até mesmo ao surgimento da cidade, está completamente debaixo d‘água. Um campo de futebol, considerado o mais liso e plano do Estado, sumiu sob o rio Solimões. Comércios estão abandonados e é possível ver, por algumas janelas abertas, itens como sofás e aparelhos de som boiando dentro das casas, indo para lá e para cá ao sabor dos banzeiros trazidos pelo barcos que trafegam na região. A escola serviu como abrigo até a semana passada, mas a água continuou subindo e obrigou as famílias a deixarem o local e se abrigarem em um centro social próximo.
** O governador diz que já gastou mais de US$ 200 milhões no prosamim nos igarapés de manaus...
** A cidade de Manaus não tem prefeito é um caos total...
** Só nos resta esperar 2010 chegar...
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