quarta-feira, 17 de junho de 2009

Luz para todos!!!




NO AMAZONAS


Luz para Todos deixa 300 mil na escuridão

Considerando a média de 6 pessoas por família, o que costuma ser pouco quando somam os órfãos e agregados da vizinhança nesse beiradão amazônico sem fim, sem eira nem beira, serão 300 mil pessoas excluídas do Luz Para Todos, um dos programas federais com maior apelo social e eleitoral do governo Lula. A miragem política tem data para ser concluída e será em 2010, quando o governo Lula põe à prova o tamanho de seu prestígio questionável pelos amazonenses sob vários pontos de vistas e promessas, incluindo de eletrificação das comunidades historicamente abandonadas no beiradão. A promessa da pirotecnia política não era só para o Amazonas, evidentemenbte, era universalizar o acesso à luz elétrica no país, como prometeu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva desde que vestiu o macacão de Messias das causas populares.



Universalização capenga

É bem verdade que o programa tirou da exclusão elétrica 1,8 milhão de famílias entre 2004 e 2008 e, para o biênio 2009/2010, previa o atendimento de 1,1 milhão de novos domicílios. Fora dessa meta, porém, restaram ao menos 168 mil famílias sem luz. A sobra, de acordo com as distribuidoras e os comitês gestores do programa, está assim dividida: 37 mil famílias em Minas Gerais, 41 mil no Amazonas e 90 mil na Bahia. Lançado em 2003 pela então ministra de Minas e Energia Dilma Rousseff, hoje na Casa Civil e o principal nome petista para a sucessão do presidente Lula, o programa tinha como meta inicial atender 2 milhões de famílias até 2008. Esse número, devido ao aumento da demanda, foi ampliado, em 2007, para quase 3 milhões de ligações.



Raposa e galinheiro

No Amazonas, colocaram a raposa para eletrificar o galinheiro. Como a luz deixava as penosas acordadas e atentas à chegada do predador a solução foi deixar o clima na penumbra, preferencialmente no breu, para que o crime não tivesse testemunha nem qualquer risco de reação. Por isso foi contratada a empresa de Orleir Camelli, aquele sócio acreano do Negão, que antecedeu o tigre Zé Lopes na gestão do açougue estadual. Aquele do Boeing que pouosu em Manaus pleno até o talo de ilegalidade, contrabando e outras folais e que a oposição dizia ser encomenda do Negão, ou no minimo sua poupança excepcional. Nada ficou provado, prá variar, com calabresa e mussarela.


Presepadas de praxe

Pois é. O Estaleiro Rio Amazonas (Eram), empresa responsável pela instalação da rede de eletrificação do "Luz para Todos" no interior do Estado, que pertence à família Cameli, recebeu num de seus contratos a bolada de R$ 14 milhões “pra começar o serviço!”. E aí começaram as façanhas. Numa delas o estaleiro desviou parte da energia elétrica do programa, destinada a comunidades do Tarumã Açu, na Zona Rural de Manaus, para um empreendimento próprio, que mantém naquela região. O 'gato' (expressão que identifica a ligação clandestina) foi atestado em inspeção feita pela concessionária Manaus Energia.

Terras da União


A energia furtada teria como destino terras pertencentes à União, ocupadas pela construtora de maneira ilegal, conforme sustenta o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Na localidade, a Eram construiu um estaleiro e uma granja. À revelia dos órgãos oficiais, a empresa derrubou árvores e abriu um canal de acesso para o empreendimento, por dentro de assentamentos do Incra. O ramal construído pela empresa mede três quilômetros e cem metros. Ao longo da pista de chão batido foram encontrados na ocasião 37 postes, com fiação trifásica, que atendem exclusivamente ao estaleiro da empresa. Ninguém vivia nas imediações. No fim do ramal a perícia achou um portão de madeira fechado com correntes e cadeados. Não havia placas informativas. Dentro da propriedade, um galpão de alvenaria foi construído. Mais adiante, às margens do rio Tarumã-Açu, o estaleiro da empresa está pronto para operar. Oficialmente, a Eram afirma ter arrendado as terras de dois beneficiários do Incra. Segundo os administradores da empresa, apenas um hectare é usado para os negócios da corporação. Por essas e por outras, é que tem tanta gente no breu da sacanagem e da negligência federal.

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