terça-feira, 16 de junho de 2009

MI libera R$ 20 milhões para recuperar áreas alagadas




Alexandre Fonseca
O Ministério da Integração Nacional (MI) autorizou a liberação de R$ 20 milhões para a prefeitura de Manaus aplicar na recuperação e reconstrução de casas atingidas pela cheia do rio Negro, que hoje registra 29,46 metros de profundidade. Os recursos também serão destinados às obras de drenagem dos igarapés que cortam a área urbana da capital. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) de hoje.


O montante faz parte do Plano Emergencial para reconstrução das áreas da cidade atingidas pelas alagações. O Plano Emergencial de reconstrução da cidade está orçado em R$ 23,3 milhões. Além dos investimentos dos federais por meio do MI, a prefeitura vai destinar, do próprio orçamento, o valor de R$ 3,3 milhões.


O prazo máximo para transferência dos recursos do MI para as ações emergenciais é de seis meses. De acordo com informações da subsecretaria, as obras de reconstrução ficarão a cargo da Secretaria de Obras, Serviços Básicos e Habitação (Semosbh). Os recursos foram solicitados pelo governo municipal para uma comissão do MI, em Brasília, no dia 11 de maio.


No encontro, foram mostrados ao governo federal quais os possíveis impactos que Manaus sofreria se a cheia atingisse a cota de 1953, quando o rio Negro atingiu profundidade de 29,69 metros. À época, parte do Centro de Manaus e entorno da bacia do Educandos foram alagados, segundo a assessoria da Subsecretaria Municipal dee Defesa Civil.


Hoje, segundo informações do órgão, mais de 1.686 casas já foram atingidas pela subida do rio Negro. Os afetados estão distribuídos em 18 bairros na área urbana e na Zona Rural de Manaus. Os bairros que mais sofrem os efeitos são: Presidente Vargas e São Raimundo. De acordo com a Semdec, são mais de 17 mil pessoas atingidas. Não há registro de famílias que abandonaram suas casas para viver em abrigos. A assessoria da Subsecretaria não soube informar o número de pessoas desalojadas.


Os detalhes de como será gasto o orçamento completo do Plano Emergencial serão divulgados somente depois que a Semdec realizar o levantamento do número de casas que precisam ser reformadas ou reconstruídas. Tal levantamento será possível apenas no período de vazante, que segundo o supervisor de hidrologia do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), Daniel de Oliveira, ainda não tem data exata para iniciar. Os valores destinados com a drenagem dos igarapés também não foram informados.

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