quarta-feira, 10 de junho de 2009

Empresas do (PIM) faturam U$ 30 BILHÕES ano


unidos venceremos

Fieam considera reajuste proposto pelos metalúrgicos 'utópico'

Com menos de um mês para o início das discussões sobre campanha salarial dos trabalhadores metalúrgicos do Estado, os empresários se mostram pouco dispostos a acatar às solicitações da classe laboral. Os pontos mais sensíveis nessa relação é a proposta de 15% de reajuste nos salários, e a redução da jornada de trabalho, apresentada pelo sindicato dos metalúrgicos, que, no momento de crise econômica, é considerado “utópico” pela Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam).

De acordo com o vice-presidente do órgão, Wilson Périco, as propostas apresentadas pelo sindicato dos metalúrgicos ainda está sendo analisada pelos empresários, mas alguns pontos já foram previamente descartados. “Estamos passando por uma crise econômica que afetou todos os setores da indústria, e não existe a possibilidade de conceder um aumento alto assim. É só pensar que a inflação esteve pouco acima de 4%, portanto não dá pra pensar que o mercado pode suportar algo muito maior que esse valor”, analisou.

Outro ponto levantado pelo dirigente foi a redução na jornada de trabalho, que também está entre as propostas do sindicato laboral. Périco explicou que uma atitude como essa demandaria novas contratações, o que vai à contramão da realidade atual. “Temos que lutar para manter a competitividade do setor, e consequentemente, os empregos na indústria, que foram ameaçados pela crise. Aumentar as contratações agora não é uma atitude muito viável”, comentou.

Périco disse, ainda, que qualquer decisão tomada não deve afetar a competitividade das mercadorias produzidas no Pólo Industrial de Manaus (PIM), para que o setor do Estado não perca a força e seja sucumbido pela crise mundial. Ele salientou, porém, que os empresários estão dispostos a sentar à mesa para negociar, desde que seja com responsabilidade. “Não sou contra oferecer ganhos reais ao trabalhador, mas temos que ter responsabilidade”, afirmou.

No próximo dia 30 os empresários farão uma assembléia geral para discutir intensamente as solicitações do sindicato dos metalúrgicos, e elaborar uma contra-proposta dentro das limitações do setor. Diante disso, Périco acredita que na primeira semana de julho as discussões com os trabalhadores iniciarão. “A data base dos metalúrgicos é em agosto, portanto acho que o debate só iniciará mesmo no mês que vem. Nas nossas reuniões queremos ouvir, por exemplo, o setor eletroeletrônico, bastante afetado pela crise”, disse

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