
Escola municipal em Manaus... vergonha!!!
Relatório aponta evasão
No ensino fundamental, Unicef constata que taxas de conclusão também são baixas
Apesar dos avanços registrados nos últimos 15 anos, um dos maiores desafios da educação no Amazonas não é só matricular as crianças e adolescentes nas escolas da rede pública, mas garantir, principalmente, que essa última clientela continue estudando nas séries seguintes ou não seja reprovada.
Relatório elaborado pelo Fundo das Nações Unidas (Unicef) sobre a “Situação da Infância e da Adolescência Brasileira 2009 - O Direito de Aprender: Potencializar Avanços e Reduzir Desigualdades” mostra que no Amazonas apenas 52,8% dos matriculados no ensino médio concluem essa faixa de ensino.
O relatório aponta que no Amazonas foram matriculados, em 2007, 65.082 jovens no ensino médio e, desses, 34.398 concluíram essa etapa, o equivalente a 52,8%. No ensino fundamental, as taxas de conclusão também são baixas. No Estado, no mesmo ano, foram matriculados na 1ª série 130.492 e 42.880 concluíram o ensino fundamental, o equivalente a 32,80%.
Índica em queda
Na região Norte, em 1997, 55% dos alunos do ensino fundamental, com duração de oito anos, não estavam matriculados na série adequada para sua idade, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad).
Dez anos depois, esse índice caiu para 35,4%. Mas a Pnad mostra que embora 82,1% dos adolescentes entre 15 e 17 anos frenquentassem a escola, desse total 44% não concluíram o ensino fundamental e apenas 48% cursavam o ensino médio, o nível que seria adequado a essa faixa etária. Isso mostra que ainda há uma grande distorção idade-série nesse grupo, embora a frequência líquida venha crescendo nos últimos anos.
Em relação ao gênero, as mulheres apresentam maior escolaridade e adequação aos estudos do que os homens, de acordo com o Ipea/Pnad 2007. A taxa de frequência líquida no ensino médio foi de 53,8% para as mulheres, enquanto entre os homens é de 42,4%. Nas questões referentes à raça, embora as diferenças venham caindo nos últimos anos, elas ainda são significativas.
O Amazonas é o Estado brasileiro que detém o maior número de escolas, num total de 848, e estudantes indígenas, totalizando 54.514 alunos. Em comparação aos demais Estados brasileiros, o Amazonas detém 80% das escolas indígenas do País.
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