quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Amazonas: Analfabetismo!



Amazonas tem o segundo menor índice de analfabetismo da Amazônia Legal

A taxa de analfabetismo para cada mil habitantes no Amazonas é de 7,9%, a segunda menor da Amazônia Legal, perdendo apenas para o Amapá que registra taxa de analfabetismo de 6,7%, segundo dados do Programa Brasil Alfabetizado (PBA). A taxa de analfabetismo do Amazonas está a baixo dois pontos percentuais da taxa nacional que é de 9,9%.

Em todo Brasil, a taxa de analfabetismo cai 0,55 ponto percentual por ano. O país deve cumprir as metas estabelecidas no Acordo de Dacar que propõe a redução da taxa de analfabetismo para 6,7% em 2015. Na dada limite estabelecido pelo Acordo de Dacar o Brasil atingirá taxa de analfabetismo de 5,6%. O acordo foi assinado durante a Conferência Mundial de Educação de 2000, em Darcar, capital senegalesa.

Parte dessa redução se deve ao PBA que, até 2010, pretende alfabetizar 43,6% do número de analfabetos existente hoje. O programa pretende cumprir essa meta em três etapas: 25.850 em 2008; 25.650 em 2009; e 25.450 em 2010. A assessoria do Ministério da Educação não informou se as metas do ano passado foram totalmente cumpridas.
5,5% da população do estado é analfabeta

Para alfabetizar 5,5% da população do Amazonas que, hoje, não sabe ler nem escrever é necessário desembolsar mais de R$ 26.476.950. O cálculo é feito com base nos custos do Programa Brasil Alfabetizado (PBA) do Governo Federal. O valor desconsidera os gastos com infraestrutura. A estimativa do número de analfabetos no Estado é do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No total, são 176.513 analfabetos em meio a uma população de 3.221.939 habitantes do Amazonas. Na Amazônia Legal é o segundo estado com maior número de analfabetos, perdendo apenas para o Pará, que possui 579.058 habitantes nessas condições. Ainda assim, somente 13,2% da Amazônia Legal estão no Amazonas. Já o Pará, reuni 43,4% dos analfabetos da região.

Realidade

Segundo a mestre em educação Maely Amaro, a realidade local é uma dos entraves para o número de analfabetos no Estado. “No interior, o deslocamento das crianças até as escolas é muito difícil. Muitos chegam a andar horas e horas se deslocando. Essas crianças também já são mão de obra na lavoura dos seus pais”, apontou. Outro empecilho, segundo ela, é a falta de energia em muitos locais do Estado. Amaro é otimista com os problemas da educação no Estado. “Já estivemos bem pior. Hoje, grande parte dos professores já é formada. Mas, ainda assim temos muito a melhorar”, frisou.
Fonte:EM TEMPO

Postado:Prof.Sérgio

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