
Durante reunião com taxistas, prefeito afirmou que não confia no IMTT e que funcionários do órgão aceitam propina
O prefeito Amazonino Mendes garantiu, ontem, que nos próximos meses vai entregar o sistema de trânsito de Manaus para uma empresa de fora do Estado. A terceirização de alguns setores do Instituto Municipal de Trânsito e Transportes (IMTT) foi dada como certa por Mendes, que afirmou não confiar na atuação do órgão.
“Tudo o que falarem mal do IMTT é certo. O órgão só tem 500 funcionários e muita gente por lá anda pegando ‘bola’ (propina). Esse IMTT que hoje existe não merece minha confiança”, disse Amazonino durante reunião com taxistas da Central dos Taxistas Auxiliares e Permissionários de Manaus (Ctapam). “Não tenho estrutura para fiscalizar. Estamos despreparados para a sinalização da cidade. Não existem técnicos capacitados em Manaus, por isso pretendo entregar o setor para uma empresa que já está contratada para fazer um estudo do setor”, disse o prefeito.
A mudança no IMTT é vista pelo prefeito com única solução para a concorrência “predatória” existente na exploração do transporte coletivo em Manaus. “Um transporte coletivo não pode ser predador de outro. Mas não posso resolver esse problema da noite para o dia. Só resolveremos essa situação com a organização do trânsito e do transporte da cidade”, lembrou Amazonino.
Ação popular
O ex-diretor do extinto Instituto Municipal de Transportes Urbanos (IMTU) – que com o Imtrans virou IMTT –, vereador Marcelo Ramos , opositor ferrenho do prefeito Amazonino Mendes na Câmara Municipal de Manaus (CMM), saiu em defesa dos servidores do Instituto Municipal de Trânsito e Transportes e ainda ameaçou mover uma ação popular contra o prefeito caso ele realmente terceirize atribuições do IMTT.
"Ele (Amazonino) não tem moral para criticar ninguém. Pois se há alguém que entende bem de pegar ‘bola’, é ele. Falar isso dos funcionários é um desprestígio às pessoas dedicadas e competentes que trabalham naquele instituto”, disparou Marcelo Ramos.
Para o vereador, em vez de o prefeito gastar dinheiro público com uma empresa privada e de fora do Estado, ele deveria aumentar o orçamento do instituto. “É um escândalo sem precedentes no País entregar uma atividade dessa para uma empresa privada. Se ele fizer isso, vou entrar com ação pública, uma vez que a fiscalização de trânsito é atribuição do município”, disse Ramos.
Fonte:acritíca
Postado:Prof.Sérgio
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