
Saneamento em baixa no Norte
Falta de saneamento significa aumento de doenças e de mortes na infância
Apesar de ter sido a região que mais se desenvolveu em 2008 em relação a maior parte dos indicadores econômicos, conforme dados divulgados ontem pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a região Norte é a que tem menos domicílios ligados à rede de esgoto.
O fato é grave, segundo a médica pediatra Corina Viana, porque falta de saneamento significa doenças vinculadas pelas fezes como as diarreias, causa de mortes na infância. A região ainda possui 1,6 milhão de domicílios sem rede coletora ou fossa séptica.
De acordo com a Pnad, embora a região Norte tenha a menor parcela, de 9,5%, de domicílios com esse serviço, se comparada às demais regiões, ainda sofreu redução de 0,5 ponto percentual, não mantendo o crescimento ocorrido entre 2006 e 2007. Na região houve crescimento de 5,5% de domicílios com fossa séptica (mais 308 mi). O percentual de domicílios atendidos por rede geral de abastecimento de água (83,9%) também manteve-se em crescimento: mais 0,7 ponto percentual ou 1,9 milhão de unidades em relação a 2007.
Educação
A Pnad revelou, também, que o analfabetismo atinge 2,8% de crianças na faixa etária de 10 a 14 anos, o que significa que, a cada mil crianças, 28 são analfabetas. Houve aumento na taxa de escolarização da população na faixa etária de 6 a 14 anos, que passou de 97,0%, em 2007, para 97,5%, em 2008. Na região Norte, entretanto, o percentual é de 96,1%, contra 98,1 da região Sudeste.
A maioria dos estudantes do ensino fundamental, 88%, é atendida pela escola pública no ensino fundamental, e 86,5% no ensino médio. Mas no ensino superior o quadro é diferente, pois 76,3% dos estudantes estudam na rede particular, apontando um aumento de 0,4 ponto percentual em relação a 2007.
Fonte: IBGE
Postado:Prof.Sérgio
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