Decisão do conselho, reunido ontem, foi pela suspensão das atividades do promotor de Justiça Walber Nascimento por 90 dias
O Conselho Superior do Ministério Público Estadual (MPE) acatou sugestão da Comissão Disciplinar Administrativa e decidiu pela suspensão do cargo do promotor de Justiça Walber Luís Silva do Nascimento por 90 dias, “como medida punitiva e pedagógica”. Walber é acusado de ter aceitado como presente um carro modelo New Beetle de Flávio Coelho, o “Flavinho da 14”, apontado como traficante do bairro Praça 14 de Janeiro, Zona Sul de Manaus.
Flavinho, que é sobrinho do traficante Luiz Alberto Coelho, o “Bebeto da 14”, morto em fevereiro deste ano, é também investigado pela força-tarefa que cuida do caso no qual o deputado estadual Wallace Souza (PP) e seu filho Raphael Souza são acusados de comandar organização criminosa.
O relatório da comissão de processo administrativo disciplinar observou que, pelas provas carreadas na investigação, o veículo “foi entregue por Flávio ao promotor de Justiça como forma de agradecimento pelo encontro promovido com o deputado Wallace Souza, a fim de convencê-lo de que Flávio não representaria risco no sentido de querer vingar os assassinados de seu tio e de seu primo (Alessandro Coelho)”.
Punição?
Mesmo afastado, Walber continuará recebendo seus vencimentos de R$ 19 mil ao mês, que é quanto um promotor de Justiça da capital ganha como salário. “Isso é a previsão legal. Uma regra adotada também pelos conselhos nacionais de Justiça (CNJ) e do Ministério Público (CNMP). Agora, isso não quer dizer que não haja implicações, porque tudo isso passa a compor a ficha profissional do colega. Há um prejuízo para a carreira”, disse o procurador-geral de Justiça do Estado do Amazonas, Otávio Gomes, que até sexta-feira publica a decisão do Conselho no Diário Oficial do Estado (DOE).
O procurador de Justiça Francisco Cruz, que presidiu a Comissão Disciplinar, disse que as decisões do conselho são subordinadas às regras estabelecidas em lei, mas que é importante se ater na decisão que pode inaugurar uma ação penal. “Dizer se é pequena a punição administrativa não cabe ao conselho. O importante é que o conselho acatou todas as sugestões por unanimidade”, avaliou.
Fonte:acrítica
Postado:Prof.Sérgio
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