terça-feira, 8 de setembro de 2009

Mobilização contra corrupção e mazelas sociais do País



Segundo estimativas da Polícia Militar, cerca de três mil pessoas participaram da caminhada na Grande Circular



Com criatividade, alegria e disposição para enfrentar um calor de 40 graus, cerca de três mil pessoas fizeram ecoar um apelo contra as principais mazelas sociais de Manaus ontem no coração do maior colégio eleitoral de cidade, a avenida Grande Circular na Zona Leste, no “Grito dos Excluídos”.

Animados por performances teatrais, alegorias, poesias e muita música de protesto os participantes da 15ª versão do movimento organizado por lideranças da Igreja Católica mostraram que o verbo “participar” deve ser conjugado coletivamente. Afinal de contas, “a exclusão social é um problema de todos”, lembra Alice Souza, 20, uma das manifestantes.

Para dar visibilidade ao tema deste ano, “A força da transformação está na organização popular”, o Grito foi organizado em cinco pontos de reflexão. Ao longo do trajeto, que iniciou na Bola do bairro São José, seguindo até o shopping de mesmo nome, foram realizadas cinco paradas para criticar os problemas do transporte coletivo, do sistema de saúde pública, do abastecimento de água, a corrupção e a construção do Porto das Lajes.

O projeto Expresso, concebido na administração do ex-prefeito Alfredo Nascimento que custou cerca de R$ 120 milhões aos cofres públicos e o aumento da passagem de ônibus concedida em julho último serviram de munição para os organizadores do evento pedirem a abertura da planilha de custos do setor, definidas por eles como uma “caixa-preta” e simbolizada por um ônibus de madeira que circulava entre os manifestantes.

O movimento deu guarida e voz para as dificuldades enfrentas por idosos na hora de pegar um ônibus como a aposentada Minelvina Monteiro, 73. Membro do grupo de Idosos Unidos em Cristo, da comunidade Santa Clara, do bairro João Paulo II, ela exigiu respeito ao direito ao passe livre e à cota de cadeiras vagas. “Tem deles (motoristas) que quando só tem velho na parada nem param”, reclamou.

O ato público começou às 16 horas e se estendeu até às 18h30. Segundo estimativas da PM, cerca de três mil pessoas participaram da caminhada na avenida Grande Circular.
Fonte:acrítica

Postado:Prof.Sérgio

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