
Reivindicações dos carteiros custariam cerca de R$ 54 bi, diz estudo
As reivindicações salariais e de benefícios custariam cerca de R$ 54 bilhões aos cofres da empresa – o que representaria um valor quase cinco vezes maior que toda a receita anual – segundo estudo divulgado nesta quarta-feira pela ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos).
De acordo com o sindicato, 70% dos funcionários dos Correios em São Paulo aderiram à paralisação. "Queremos um aumento real linear de R$ 300, além de auxílio-educação para mulheres e auxílio-creche para homens", afirmou Negreiros que pede ainda um aumento de R$ 5 no tíquete-refeição que passaria dos atuais R$ 20 para R$ 25.
De acordo com o Diretor de Recursos Humanos, Pedro Magalhães, uma nova proposta deverá ser apresentada à representação da FENTECT (federação nacional dos trabalhadores dos Correios), o que poderá colocar fim à greve.
“Não estamos em um momento propício para greves nos Correios. Recentemente ganhamos um voto de confiança do Supremo Tribunal Federal que decidiu favoravelmente à manutenção do monopólio postal. É hora de mostrarmos que temos responsabilidade”, afirmou Pedro Magalhães.
Segundo o estudo dos Correios, entre 2002 e 2008 os ganhos dos empregados da ECT foram muito superiores aos reajustes do salário mínimo e do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo).
Reajustes
A ECT afirma que o reajuste concedido aos empregadores no período foi de 110,95% enquanto o IPCA foi de 52,36%. A empresa afirma ainda que em 2008 os carteiros tiveram um aumento de 30% nos salários - devido à incorporação do adicional de atividade.
Em janeiro de 2003, o salário base inicial do carteiro era de R$ 395,94. Atualmente, com o novo adicional, o piso passou a ser de R$ 842,60, que somado a outras vantagens, pode chegar a R$ 1.600,00.
Os Correios informam ainda que oferecem aos trabalhadores plano de saúde (médico e odontológico), plano de previdência privada, além de um Plano de Cargos, Carreiras e Salários que contempla, dentre outras vantagens, a possibilidade de ascensão funcional.
Fonte:Agência Brasil
Postado:Prof.Sérgio
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