
Os índios se formaram no curso de Licenciatura em Ciências Naturais
Cinquenta anos depois de receber a primeira escola que levaria o conhecimento dos não índios para o seu povo, a terra indígena Sateré Maué, localizada a duas horas de lancha motor 40 da sede de Maués (Município a 267 quilômetros de Manaus), assistiu sob o pôr-do-sol do Dia da Independência 39 professores saterés entrarem para a história do País como a primeira turma indígena a se graduar em nível superior pelo curso de Licenciatura em Ciências Naturais.
O curso, realizado em parceria pela Prefeitura de Maués e a Universidade Federal do Amazonas (Ufam), iniciou em fevereiro de 2004 com 42 professores, segundo o secretário municipal de Educação (Semed/Maués), João Libânio Cavalcante. Apenas três não conseguiram colar grau por pendências em algumas disciplinas. A formação pioneira foi custeada pela prefeitura com valor total de R$ 790,555 mil.
Com a graduação, os professores indígenas que foram formados para lecionar no ensino fundamental pelo programa Pirayawara da Secretaria de Estado da Educação (Seduc) poderão agora ampliar o ensino para alunos de 5º ao 9º ano do ensino fundamental. “Lutamos muito com as nossas lideranças para avançar com esse curso. Agora vamos lutar para preparar nossos alunos a fim de que sintam o mesmo efeito de chegar ao nível superior”, disse o professor recém graduado Inácio Cristino da Silva, 47. Orador da turma, Inácio dá aulas há 20 anos nas comunidades Santa Maria e São Bento, situadas da terra indígena.
Postado:Prof.Sérgio
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