sábado, 5 de setembro de 2009

O governo não cuida nem dos 'vivos'...


IML sem médicos


A falta de médicos no Instituto Médico-Legal (IML) não é nenhuma novidade. As pessoas que procuram o local, seja para liberar o corpo de um ente falecido ou em busca de exame de corpo de delito, sabem muito bem a consequência desse problema. Situação também vivenciada esta semana por policiais federais que, por duas vezes, levaram presos ao local para fazer exame de corpo de delito, mas tiveram que retornar por falta de médico.

A situação, segundo o Sindicato dos Policiais Federais do Amazonas (Sinpef-AM), não é um fato isolado. “É um absurdo chegar no IML e o médico ter faltado. Se os médicos não querem trabalhar, que saiam”, disparou Nelson Oliveira, presidente do Sinpef.

O sindicato prometeu levar o caso à Superintendência Regional da PF, para que algo seja feito junto à Polícia Civil.

“Na quarta-feira à noite, levamos dois presos para fazer o exame de corpo de delito, mas os agentes retornaram por volta das 23h comunicando que não havia médico naquele instituto. O mesmo aconteceu na quinta à noite”, contou Oliveira.

Segundo ele, no caso da PF a ausência de médicos no IML implica no retorno do preso para a superintendência, que desde a explosão ocorrida em fevereiro deste ano não dispõe de local adequado para abrigar os presos.

“Sem o exame de corpo de delito não podemos encaminhar o preso para o presídio. E na PF não temos onde abrigá-los adequadamente”, afirmou o presidente do Sinpef-AM.

Nessas duas situações em que os presos da PF retornaram do IML sem o exame, eles tiveram que ser acomodados de modo improvisado nas dependências da Superintendência Regional da PF, localizada no conjunto Dom Pedro, Zona Centro-Oeste.

Só um médico

O problema da falta de médico foi constatado na tarde de ontem, quando a reportagem foi ao IML tentar falar com o diretor do instituto, o médico José Onety, que também já não estava no local por volta das 16h30.

“Ele veio pela manhã, mas foi embora. Agora ele só retorna na terça-feira”, disse um funcionário da administração que não quis se identificar.

Enquanto isso, há várias horas dezenas de pessoas aguardavam no local pela liberação de corpos e para fazerem exame de corpo de delito. Trabalho que estava sendo realizado apenas por uma médica, identificada como Adriana. “O outro médico faltou e ela está se virando como pode”, disse a recepcionista que também não quis se identificar.
Fonte:acrítica

Postado:Prof.Sérgio

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