
Presidente vai ouvir os líderes partidários nesta quinta, na reunião do Conselho Político de governo
BRASÍLIA - O presidente da Câmara, Michel Temer conversou nesta quarta-feira, 2, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, levando a proposta dos partidos da base aliada de retirada do regime de urgência dos projetos sobre o marco regulatório do pré-sal. A conclusão dos partidos da base é de que como eles induziram o presidente ao erro de aderir ao regime de urgência. Lula vai ouvir os líderes partidários nesta quinta-feira, 3, na reunião do Conselho Político de governo, para decidir se retira ou não a urgência para a tramitação dos projetos.
"Reconheço que errei e nós induzimos o presidente a pedir a urgência. Se ele quiser manter (a urgência), aceitarei a decisão dele. Mas acho que seria melhor para a Casa que fosse retirada a urgência", afirmou o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). O PT ainda não aderiu à decisão de retirada da urgência, ao contrário do que foi informado anteriormente.
Partidos aliados também ficam contra urgência
Partidos da base aliada do governo, como PT, PR e PTB, juntaram-se ao PMDB e aos partidos da oposição para defender que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva retire o regime de urgência dos quatro projetos que regulamentam a exploração do petróleo na camada pré-sal.
"É um assunto muito complexo e temos de fazer uma discussão maior. Não precisa ter urgência agora. Podemos começar a discutir e, quando o assunto estiver exaurido, nós, os líderes, podemos pedir urgência para votação", afirmou o líder do PTB, Jovair Arantes (GO). "Temos instrumentos e maioria para isso", acrescentou. Ele defende uma discussão maior nas bancadas, que não têm conhecimento total sobre o assunto. "A urgência do governo não é a nossa. Temos de responder ao interesse de todos."
Postado:Prof.Sérgio
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