sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Gás atinge embaixa do Brasil em Honduras


Partidários do presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, passam mal depois que um gás desconhecido entrou no prédio da missão brasileira. Na foto, Xiomara, mulher de Zelaya se protege com uma máscara


SUFOCO
Imagem da Associated Press mostra a mulher de Zelaya, Xiomara Castro (no alto), e alguns partidários do presidente deposto com os rostos cobertos para tentar se proteger do gás. A substância ainda não foi identificadaA embaixada do Brasil em Honduras, onde está o presidente deposto do país, Manuel Zelaya, e dezenas de seus partidários, foi atingida por um tipo de gás ainda desconhecido por volta das 11h30 (14h30 no horário de Brasília) desta sexta-feira (25). Segundo as primeiras informações, dezenas de pessoas estão sofrendo com náuseas, vômitos, diarreia, dores de cabeça e sangramentos pelo nariz.

A informação foi repassada à agência de notícias France Presse pelo próprio Manuel Zelaya. “Espalharam um gás tóxico que os militares usam para evacuar gente. As 60 pessoas que estão aqui estão tentando respirar no pátio” afirmou o presidente deposto, que pediu a intervenção da Cruz Vermelha. Ao site hondurenho Tiempo, o ex-ministro da Saúde de Honduras, Marco Rosas, confirmou a entrada do gás. “Queremos entrar para avaliar a situação das pessoas”, afirmou Rosas. Segundo ele, no entanto, as forças policiais que cercam a embaixada impedem a entrada de ambulâncias e médicos na missão brasileira. A polícia hondurenha nega que tenha jogado o gás dentro da embaixada

Nesta sexta-feira (25), o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), a pedido do Brasil, se reuniu para discutir a crise política em Honduras e, como era esperado, decidiu não intervir diretamente. O conselho divulgou apenas um comunicado no qual exige o fim do cerco à embaixada brasileira. "Condenamos todos os atos de intimidação contra a embaixada brasileira e apelamos ao governo de facto de Honduras para que cesse o assédio", disse Susan Rice, a enviada especial dos Estados Unidos às Nações Unidas, que preside o conselho atualmente. Na quinta-feira (24), o ministro do Exterior da Espanha, Miguel Angel Moratinos, já havia se manifestado em uma tentativa de mostrar ao governo interino de Honduras que uma invasão ao prédio da missão brasileira seria considerada uma ofensa à comunidade internacional. "Queremos enviar uma mensagem muito clara ao governo de facto em Honduras de que a comunidade internacional estará por trás do governo do Brasil e de sua embaixada”, disse.
Fonte:ÉPOCA

Postado:Prof.Sérgio

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